Um novo Galo pro brasileirão?



A vergonha na cara parece mesmo ter voltado.
Os dois primeiros jogos do nacional mostraram uma garra que não se esperava mais destes jogadores.
O jogo da vergonha, a eliminação contra o Goiás. Tudo levava ao descrédito deste time.
Mas pode ser que algum tenha mudado.
A volta do comando por parte de Cuca, cobranças da incompetente diretoria ou até um surto de consciência dos jogadores.

Mas não importa, o Galo desses últimos jogos foi o time que sempre amei.
O time parecido com que cresci vendo, na década de 90.
Um time inferior tecnicamente, mas que lutava pela vitória com apoio desta massa.
Jogadores que não se acovardam, que tem dignidade.
Gols sofridos, vitórias arrancadas na garra, derrotas injustas.

Jogando desta forma, tenho certeza que não passaremos os vexames dos últimos anos.
Se vencermos todos os jogos em casa, com muito sangue, podemos até disputar a libertadores.
Mas precisamos ainda de reforços para sonhar de fato com o bi-campeonato.
O time perdeu o meio de campo para o Corinthians.
O ataque desperdiçou muitas oportunidades.
Sorte que o sistema defensivo está bem armado.

O Galo que queremos ainda precisa de mais força.
Mas a raça que tanto sonhamos apareceu.

Viva a volta do Galo!

Brasileirão: vergonha na cara pela frente



A vergonha na cara apareceu.
O Galo fez o melhor jogo da temporada no domingo, contra o América.
O time foi aguerrido, comandou o jogo e conquistou com uma inesperada facilidade o campeonato.
Guilherme, mesmo que contundido, deu valor ao seu caro contrato.
Bernard foi a estrela. Não se intimidou como os jovens americanos, brigou, disputou e fez dois belos gols.
Enfim ele mostrou que sabe chutar e que pode ser a surpresa do campeonato.
O restante do time também fez um bom jogo, inclusive Richarlyson e Mancine.

O título premiou um time instável, que jogou o razoável pra ser campeão mineiro.
E é isso que preocupa pro restante da temporada, o fraco futebol mostrado durante todo estadual.
Claro que o título pode dar uma nova motivação ao grupo e uma retomada da liderança de Cuca.
Mas um campeonato bem mais disputado, com adversários muito mais fortes, preocupa todo o atleticano.

Enquanto a promessa de reforços da incompetente diretoria não se efetiva, ninguém aposta que time disputará a parte de cima da tabela.
Com o departamento médico cheio, as carências estão ainda mais expostas.
A realidade é que temos que lutar é por uma vaga na libertadores.
E mesmo assim ainda será preciso muita entrega deste grupo.
É hora destes jogadores mostrarem a vergonha na cara que faltou no final de 2011.
Mostrem que merecem representar esta multidão apaixonada.

Pro Brasileirão 2012 eu espero muita luta pra vencer, meu Galo.
Força, massa.

Novo manto: entre grafismos e efeitos



Como no ano passado, pedimos a ajuda de um especialista em design para avaliar a nova coleção de uniformes do Galo. Com a palavra Fabrício Passos.
PS: Também gostei da camisa 2 e achei que faltou um melhor acabamento nos efeitos da 1.

Entre grafismos e efeitos

O nosso glorioso Clube Atlético Mineiro acaba de lançar os uniformes que irá utilizar no Brasileiro 2012 e, muito provavelmente, no Mineiro do ano que vem. Vou colocar aqui as minhas impressões iniciais.

O uniforme reserva vazou pela internet antes mesmo do evento de lançamento se iniciar. E a minha primeira sensação era de que os anos 90 tinham voltado. Lembra daqueles uniformes extravagantes, de uma época em que as fornecedoras de material esportivo começavam a utilizar efeitos sobre a textura dos tecidos? Pois é, o novo uniforme número 2 do Galo lembra essa época, a Topper justifica que seria uma referência a pele do nosso mascote. Na minha opinião a similaridade são com as penas do Galo. São grafismos em diagonal formando a letra “m”, aplicado como um efeito sobre a textura do tecido. Detalhes em preto aparecem nas pontas das mangas, nas laterais da camisa e na gola. Não me agradou tanto inicialmente, mas acho que a solução foi interessante. Depois de uma série de uniformes reservas totalmente brancos, o Atlético novamente terá algo diferente.

Essa boa impressão não se repetiu na apresentação da camisa principal, principalmente pelas fotos tiradas no evento. O que chamou mais a minha atenção foram os grafismos utilizados na altura do ombro. Para a Topper tais elementos representam as garras do galo e a inspiração seria o uniforme de 1999, projetado pela Penalty. Apesar da ótima referência, de um uniforme que se destacou por soluções pouco usual e nem assim exageradas, o resultado não foi dos melhores. A sensação é que o grafismo foi colocado de última hora, não se integrando com o restante das linhas da camisa. Na verdade, acredito que o novo uniforme principal lembra mais o de 2006, produzido pela Diadora. Esse último possuía listras de largura mediana, a manga era totalmente negra e o escudo se posicionava entre as listras brancas e negras, elementos que podem ser identificados na nova camisa listrada. Solução que não é um dos melhores exemplo de uso dos elementos clássicos do uniforme do Atlético. Essas escolhas são também observadas no uniforme número 1 do Grêmio, time também patrocinado pela Topper.

Um outro problema está na numeração da camisa. Apesar da tipografia utilizada ser eficiente (é igual à utilizada no uniforme de 2011), a Topper escolheu a cor preta e aplicou a tipografia diretamente sobre as listras de mesma cor, separadas apenas por um fio branco. Esse conjunto predominantemente preto não será tão eficiente para diferenciar as camisas dos jogadores a uma certa distância. O ideal seria utilizar outra cor como o vermelho utilizado este ano ou mesmo o amarelo de 2009, ou ainda abrir um espaço em branco entre as listras negras para aplicar a numeração negra.

Enfim, uniformes não ganham jogos, mas possui suas funcionalidades. A primeira delas diferenciar um time do outro, assim como os jogadores de um mesmo time. Mas a mais importante é sua função simbólica. As cores, formas e símbolos de um uniforme representam uma instituição e toda sua história. Signos que são apropriados por seus torcedores. Tais funções precisam ser levadas em conta ao se projetar um uniforme. As listras, as cores e o escudo do Galo estão lá, mas parece que a Topper pisou um pouco na bola, principalmente no uniforme principal.

Fabrício Passos é designer gráfico e publicitário (no twitter @FHSPassos).

É preciso mudanças imediatas no #Galo

Pra ele deve estar tudo bem…

Estou cansado de apontar críticas à Kalil e sua milionária diretoria. 
Eles são incompetentes e irresponsáveis, ponto final.
Hoje quero falar um pouco de Cuca e do time de 2012.

Apesar do jogo do vexame, esperava ao menos um padrão de jogo pra 2012.
Mesmo com os mesmos descompromissados vestindo o manto atleticano, a torcida ainda acreditava que existiria alguma dignidade.
Achei acertado manter o Cuca, ele tinha conseguido a difícil tarefa de nos livrar da segundona no ano passado.
Ele teria um bom tempo pra pré-temporada e com alguns reforços razoáveis poderia ter um time melhor.
Mas não é isso que vemos depois dos 4 meses de futebol.

Os jogadores mostram todo o descompromisso do último jogo de 2011.
E Cuca não consegue mudar esta atitude do time, apesar de toda sua experiência.
Danilinho, Escudero, Rafael Marques, Leandro Donizete, Marcos Rocha não conseguiram mudar o espiríto do time.
Poucos boas partidas e uma maioria de jogos chochos escondiam a tal invencibilidade.
As partidas contra o América, Nacional de Nova Serrana e Cruzeiro reforçavam as limitações do time.
O jogo contra o Góias escancarou o descompromisso desses pseudo-atletas
E até o Tupi poderia ter humilhado este time e ido as finais.

E Cuca ainda insiste em jogadores como Rever, Richarlyson, Guilherme.
A falta de opções também é gritante e os reforços não acrescentaram qualidade ao time.
O fundamental é a falta de uma armação e um ataque inteligente. 
André fica isolado e não é nenhum craque. 
Danilinho é nulo, Bernard e Escudero inconsistentes.
Mancine já pendurou as chuteiras.
O time ainda não tem um atleta que possa assumir o papel de ídolo, de reconhecimento para a torcida.

O pior é que perdemos 4 meses do ano.
Os jogadores não se entendem.
Cuca ameaça mudanças, mas não tem a liderança necessária.
Infelizmente é mais fácil mudar o comando.
Só assim é possível reconhecer e  afastar os descompromissados.
E remontar mais um time para escapar do rebaixamento no Brasileirão.
E nem um possivel título contra o América esconderá nossa situação.

Por isso fora Cuca, fora Maluf, Fora Kalil!
Que seja feito alguma coisa antes de um novo vexame.
É preciso salvar o Galo.

Gésio Passos 

Vergonha na cara vai ser pouco



Depois do vexame de 2011, vergonha na cara é pouco pra restabelecer a relação de confiança entra a torcida e o time.
Ninguém esquece do último clássico.

E 2012 não trouxe as transformações necessárias no Galo.
A diretoria continua prepotente e inerte.
E o time jogando o mesmo futebol desinteressado.

Estamos invictos, líderes, mas não jogamos contra nenhum time de nível.
O jogo mais difícil foi contra a lavanderia de Perrela, o Nacional.
E o time passou aperto pra vencer.

Temos um sistema defensível razoável.
Escudero está fazendo bons jogos, assim como Berola.
Guilherme parece ter reacordado pro futebol e André marcando gols.
Bernard deve voltar aos poucos, mas Danilinho ainda não mostrou nada.
Mas temos problemas no gol, na lateral esquerda e na armação do time.
Falta criatividade para pensar o time pelo meio.

Já o Cruzeiro vem subindo de produção na fase final do estadual, mas sem muito destaque.
O jogo tende a mostrar toda a fragilidade do futebol mineiro frente ao times cariocas, paulistas e gauchos.

Mas o que assusta é o discurso de tranquilidade e confiança dos jogadores.
Para eles o maldito clássico foi apenas uma fatalidade, coisas que acontecem no futebol.
Não entendem o que isso significou pra nossa torcida.
Então não dá pra esperar que compromisso, vergonha na cara, mude este time do Atlético.
Falta muito mais. Falta dignidade e também qualidade.
Podemos vencer no domingo, mas não acredito que este time tenha condições de mostrar o que a torcida espera: um Atlético vencedor.

A reeleição de Kalil mostra como é difícil mudar de fato nosso Galo.
Precisamos de novos ares, novas cabeças, uma nova organização.
E precisamos pelo menos a vitória no domingo.
Um paliativo para nosso machucado coração.

Força massa,

Gésio Passos

Não dá para confiar ainda neste Galo

Pelo menos a faixa do Terreirão e da FJA voltou a ser exposta na Arena do Jacaré!


O jogo contra os laranjas do Perrela foi o mais emocionante de 2012.
Jogo rápido, adversário explorando o contra-ataque, boa movimentação.
Mas o time ainda não passa confiança nenhuma confiança para a torcida.

Cuca inventou com Carlos César, que estava perdido em campo.
Mancine o substituiu e fez um belo segundo tempo.
Procurou o jogo, se movimentou muito bem e teve chances até de marcar.
A dupla Guilherme e André pode se acertar com um pouco mais de entrosamento.
Escudero é o craque do time. Passes certeiros, só falta o gol.
E Berola parou de cair e deu duas assistências para a virada do jogo.
Danilinho entrou no finalzinho e ainda ficou devendo.

Richarlyson dessa vez não complicou, jogou simples e bem.
Marcos Rocha se mostra um belo lateral direito.
E Leandro Donizete mostra a cada partida seu valor.
Um  volante com há tempos não via no Galo.
A zaga está bem com Rever e Rafael, apesar do vacilo do segundo gol.
Já Soutto fez uma das piores partidas com a camisa alvinegra, muitos erros de passe.
E o que passa a preocupar mais é Renan Ribeiro.
Longe de ser o camisa 1 que o Galo precisa para conquistar títulos.

O jogo contra o Nacional mostra que a equipe ainda é incosistente.
Precisamos de mais reforços.
O primeiro tem que ser um grande goleiro.
Uma outra peça necessária é um armador clássico, pra levantar a cabeça e pensar o time pelo meio.
E a lateral esquerda precisa de alguém de confiança.
Quem sabe assim poderemos sonhar com a volta da nossa dignidade.

Força, massa.

Gésio Passos

2012: nosso maior problema já é a lateral esquerda

Richarlyson durante o jogo de domingo


A estréia no Mineiro foi somente rozoável.
O time venceu mas não convenceu ninguém.
Primeiro jogo, pouco condicionamento, blábláblá.
Mas a falta de compromentimento do time ainda é evidente.
Um primeiro tempo ofensivo, mas um segundo sem nenhuma emoção.
E o Boa não fez nem cócegas.

De positivo destaco a boa estréia de Escudero.
Belos passes, alguma vontade e interesse com o jogo.
Rafael Marques e Leandro Donizete não comprometeram.

Mas meu maior temor após a partida foi com Richarlyson.
O jogador, principalmente no segundo tempo, parecia uma barata tonta.
Sem nenhum comprometimento tático.
Em dois lances seguidos lá estava ele com ponta na direita.
Sim, na direita. O lateral esquerdo abandonou tudo para atacar pela direita.
Se já não bastasse sua incapacidade de apoiar na sua ala, ele foi correr no outro lado do campo.
Não consigo mesmo entender como Cuca insiste em mantê-lo na lateral.

Essa é a posição mais carente em todo o elenco.
Triguinho é apenas um disciplinado marcador, mas a idade traz muitas limitações.
Nem consigo colocar Eron com uma promessa, se der em alguma coisa será uma grande surpresa.
Diante isso, minha opção seria voltar com o velho Trigo na função básica de um terceiro zagueiro pela esquerda.
E assim sacaria Leandro Donizete, deixando Soutto mais livre para atuar nesta parte do Campo, articulado com Bernard e Escudero.

Mas foi bom ver que a torcida não esqueceu do jogo da vergonha.
Manifestações, protestos, exigências.
Só espero que esse clima não passe com um sequência de vitórias ou com o título mineiro.
Precisamos e devemos querer mais.

Ninguém deve esquecer do que este time foi capaz de fazer em dezembro de 2011.


Força, massa.
Gésio Passos

Vai começar mais um ano de Kalil. O que nos espera?

Vamos com isso??!

2012 começa de fato no domingo contra o Boa Esporte.
O ano se inicia com o atleticano triste, sem esperança.
O jogo da vergonha ainda está vivo dentro da alma de todos nós.
Surge alguns protestos, exigências de títulos, uma postura mais crítica.
Mas a verdade é que Kalil continua lá, mandando e desmandando, com o grande Maluf do lado.

Temos que reconhecer que não fizeram a proeza de contratar 20 jogadores.
Quatro reforços (Danilinho, Rafael Marques, Leandro Donizete, Escudero), dois retornos de empréstimo (Nikão e Marcos Rocha) e a subida de mais alguns da base. 
Além de muitas dispensas (ainda falta outras).
Mas a política de fundo de contratação da diretoria não mudou.
O que preocupa é o discurso de Maluf de ter enjuvelhecido o time desde 2011. 
Isso é sinal que o interesse não é fazer um time campeão, e sim investir em quem possa dar muito retorno. Algum bem comum em sua época no lado azul.
Assim o investimento em jogadores como Escudero, Danilinho, André, Guilherme Bunda, Guilherme Santos, Richarlyson, Dudu faz bem mais sentido.
A maioria deles estavam fracassados na Europa.
Só Danilinho que voltou correndo da polícia mexicana. 
São apostas na loteria do futebol.
Faltou apostar na felicidade da torcida.

Assim teremos muito pouco em que acreditar em 2012.
A base do time é a mesma que nos trouxe a vergonha em 2011.
Jogadores que não mostraram comprometimento, não entenderam o amor da torcida pelo clube.
Um time sem alma, cheio de aposas e sem indentificação com a torcida
Falta ídolos, craques e guerreiros que possamos confiar durante os jogos.
Sem esse elo, um time não tem condições de buscar conquistas.
Muito menos os esperados títulos.

E está diretoria ainda não tem audácia, muito menos inteligência..
Será mais um ano com o coração nas mãos. 

Força, companheiros.
Gésio Passos